Governo do Estado vai mapear cadeia produtiva com censo da piscicultura

06/09/2017 - Alaides Cardoso/Governo do Tocantins

Com os objetivos de mapear, identificar, classificar e caracterizar a produção do pescado, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins) e a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Turismo e Cultura (Seden) firmaram um termo de cooperação técnica para a realização do Censo da Produção de Pescado no Tocantins.

O termo, assinado na manhã desta quarta-feira, 6, no auditório do Memorial Carlos Prestes, irá traçar o perfil dos envolvidos no setor, tais como produtores e suas propriedades, como também servirá de subsídio para a elaboração do plano de desenvolvimento para o arranjo produtivo da piscicultura tocantinense.

De acordo com o presidente do Ruraltins, Pedro Dias, a ideia do diagnóstico surgiu exatamente em função da demanda que a Seden recebia de investidores, fornecedores e demais pessoas interessadas na atividade.

“Há dois anos, foi conversado sobre a necessidade de atualizar dados e informações a respeito da atividade, uma vez que as informações já estão ultrapassadas e baseadas em estimativas. Desse modo, concluímos que deveríamos trabalhar para checar essas informações para que pudéssemos ter números seguros e confiáveis, principalmente para atender os nossos investidores e as pessoas que nos procuram”, disse o presidente.

O secretário da Seden, Alexandro Castro, ressaltou a importância da ação e o trabalho em conjunto. “Esse pequeno passo, que é o mapeamento, visa não só identificar o que está pronto, como também mapear as oportunidades que existem, para que possamos definir programas voltados para que a cadeia possa se consolidar e se tornar cada vez mais produtiva”, frisou.

Protocolo de intenção

Na oportunidade, foi firmado um protocolo de intenção em que a Embrapa Pesca e Aquicultura irá auxiliar na aplicação da metodologia de mapeamento e banco de dados georreferenciados durante a realização do censo. A previsão é de que o resultado dessa iniciativa seja divulgado em seis meses.

Para o chefe-geral da Embrapa, Carlos Magno Campos da Rocha, o diagnóstico será de extrema importância para planejar ações e apontar rumos para a implantação de políticas públicas para o desenvolvimento da produção. “Esse é um momento histórico, pois vemos que a união é capaz de resolver os entraves que impedem o desenvolvimento da cadeia em nosso Estado”, concluiu.

Produção

Dados de 2014 apontam que o Tocantins ocupa a 15ª posição na produção nacional de pescado, sendo que a atividade encontra-se difundida em pelo menos 70% dos 139 municípios tocantinenses e exercida por aproximadamente mil piscicultores, que juntos ocupam uma área de produção de aproximadamente 4.500 ha de lâmina d’água, dentre viveiros e açudes/barragens. Atualmente, mais da metade da produção é originária da região sudeste, principalmente no município de Almas.

As espécies de peixes mais criadas em fazendas tocantinenses são tambaqui, caranha, piau, pirarucu, matrinxã, cachara e os híbridos: tambatinga, pintado do amazonas e tambacu.

Estima-se que a cadeia produtiva da piscicultura movimente cerca de R$ 180 milhões por ano. Além disso, a atividade gera cerca de 4.500 empregos diretos e 6.750 indiretos.

Compartilhe esta notícia