Convênio possibilitará trabalho de brigadistas para reeducandos do Tocantins

05/12/2017 - Lauane dos Santos/Governo do Tocantins

Com a intenção de implantar um novo projeto de geração de trabalho e renda para os reeducandos do Estado, o secretário de Estado da Cidadania e da Justiça (Seciju), Glauber de Oliveira, se reuniu com o subsecretário de Estado do Meio Ambiente e do Recursos Hídricos (Semarh), Fábio Lima Lelis, e o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Yuri Tenório, para uma primeira discussão sobre a viabilidade da criação de um convênio entre os órgãos para formar reeducandos do Sistema Prisional de modo a atuarem como brigadistas no Estado.

A ideia é, por meio do Fundo de Recursos Hídricos advindo da Semarh e de contribuições dos outros órgãos, formar os reeducandos do Sistema Prisional e dar, a eles, a oportunidade de trabalhar como brigadistas, sob supervisão do Corpo de Bombeiros, auxiliando na diminuição das queimadas e na agilidade para o combate aos incêndios, diminuindo inclusive os impactos ambientais.

“Dar mais condições, aos reeducandos, de trabalharem é bom para eles, que terão mais oportunidade e aprendizado. Será bom para o Estado, que converterá o tempo de reclusão dos presos em trabalho e mão-de-obra para uma grande necessidade do Tocantins, e também é oportuno para a sociedade e o meio ambiente, com mais rapidez no trabalho em casos de incêndio, tanto de forma preventiva como emergencial, o que diminui as degradações ambientais”, explicou o secretário Glauber de Oliveira.

Para o subsecretário Fábio Lelis, essa primeira conversa demonstrou a vontade das pastas em trabalhar nesse projeto e trazer um ganho significativo para todo o Estado. “Nós temos disposição e vontade. E, com esse convênio, ganhará tanto o meio ambiente como a sociedade, o Estado e também os próprios presos, com a possibilidade de serem ressocializados”, frisou.

O comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Yuri, também se colocou a inteira disposição para a formação dos reeducandos e supervisão, bem como outras fases do projeto que ainda serão viabilizadas.

Para que seja possível a implementação desse projeto, será necessária a participação de outros órgãos envolvidos e, por isso, durante a reunião, foi firmada uma comissão de trabalho para finalização do projeto, e levá-lo para contribuição de possíveis parceiros, como o Poder Judiciário, Legislativo, bem como a Defensoria Pública do Estado, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-TO), entre outros.

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