Colégio São José promove interação poética entre alunos e professores

03/12/2019 - Josélia de Lima/Governo do Tocantins

Desde que o Colégio Estadual São José adotou o programa Escola Jovem em Ação, a Biblioteca Criança Esperança não foi mais a mesma. Os livros ganharam asas, eles saíram das estantes e foram para os diversos ambientes da escola, nos corredores, nas áreas de convivência, além de serem mais constantes nas salas de aula. A escola promoveu nesta terça-feira, 3, um recital de poesias e rodas de conversas, com música, leituras e interpretações poéticas.

A iniciativa faz parte das ações do Projeto Político Pedagógico da Escola e fortalece a biblioteca inclusiva, integrando alunos, professores e servidores do setor administrativo em conversas sobre livros, leitura, poemas e escritores.

A professora Gislene Camargos levou a sua Mala Mágica, cheia de livros e encantos, para a roda de conversas. “A biblioteca deve ser um ambiente prazeroso, um local de alegria. A poesia representa diversidade, inclusão e encontro”, lembrou. Ela aproveitou para ler alguns dos versos de sua autoria.

A estudante Carla Silva, de 17 anos, aluna da 1ª série do ensino médio, contou que gosta de ler e participar dessas iniciativas da escola. Para ela, essas atividades ajudam a fortalecer os hábitos de leitura. “Na escola, escrevi poesias que falam da vida e esse momento está sendo importante para compartilharmos as poesias que gostamos”, frisou.

O estudante Wilkson Vasconcelos, de 16 anos, também aluno da 1ª série do ensino médio, foi além em suas considerações. “Recitais como esse são importantes para não deixarmos a poesia morrer. Foi um momento lindo, ler escritos de autores que, em sua maioria, já faleceram, mas que deixaram suas ideias e pensamentos para serem compartilhados é importante. A poesia nos transmite uma sensação boa, funciona como algo que nos liberta”, afirmou.

Jailson Souza da Silva, de 20 anos, aluno da educação especial, destacou a importância de ler os livros. “Gostei muito. Ler é bom, nos transmite coisas boas. Os livros não são para ficarem fechados”, comentou.

O professor Samuel Cardoso, responsável pelo estudo orientado, explicou que os recitais de poesias colaboram para melhorar a leitura, ajuda na interpretação e na formação do pensamento.

Tânia Régia Santos Carvalho, uma das professoras que cuida da Sala de Recursos, aproveitou a ocasião para ler com os alunos da educação especial. Ela também gostou muito do resultado e da interação entre alunos e professores.

O servidor Luís Carlos Sachet, bibliotecário técnico, mostrou o seu talento de interpretação poética. “Comecei a interpretar poesias aos 8 anos de idade. É fantástico participar de uma iniciativa como essa, ajuda a despertar nos estudantes o gosto pela leitura, ajuda a ampliar o vocabulário e é algo que encanta”, ressaltou. Luís Carlos faz parte de projetos de leituras nas dependências do Hospital Geral de Palmas, no Hospital Dona Regina e em outras instituições de saúde.

A biblioteca Criança Esperança, do Colégio São José, contém 9 mil livros, todos catalogados e com códigos de barra para identificação. “A nossa biblioteca já está organizada dentro de padrão internacional”, contou Luís Carlos.

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