Governo do Tocantins promove qualificação profissional para pessoas privadas de liberdade

22/02/2021 - Cláudio Paixão/Governo do Tocantins

A reinserção de egressos do sistema prisional na sociedade e no mundo do trabalho é um dos principais objetivos do Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes (Seduc) e da Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju), com a oferta de Cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC) no Sistema Prisional, do programa Novos Caminhos, antigo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

O programa Novos Caminhos foi desenvolvido pelo Ministério da Educação (MEC) e começou a ser ofertado para os privados de liberdade em 2013, ainda como Pronatec, após uma articulação entre ministérios e o Departamento Penitenciário Nacional (Depen). No Tocantins, desde 2016, a Seduc é o órgão ofertante dos cursos e a Seciju o demandante, ambas as pastas engajadas em ações educativas que proporcionem novas oportunidades aos reeducandos.

Para 2021, foi aprovada, pelo MEC, a oferta de seis cursos na modalidade presencial, distribuídos entre nove turmas, em um total de 135 vagas. Nos municípios de Augustinópolis, com o curso Auxiliar Pedagógico - 200 horas; Araguacema, Palmas e Natividade, com o curso de Pedreiro de Alvenaria - 200 horas; Formoso do Araguaia, com o curso Mecânico de Refrigeração e Climatização Residencial - 160 horas; Taguatinga e Palmeirópolis, com o curso de Pintor de Obras Imobiliárias - 180 horas; Palmas, com o curso de Cabeleireiro - 400 horas; e em Talismã, com o de Agricultor Familiar - 200 horas.

De acordo com o coordenador-geral do programa Novos Caminhos, na Seduc, Silvio Inácio Moreira, os cursos são ofertados buscando formar as pessoas do sistema prisional de forma integral. “É uma preocupação do Governo do Estado, visando garantir a reinserção das pessoas privadas de liberdade na sociedade. Para isso, trabalhamos nos cursos de Formação Inicial e Continuada conteúdos que preparam não só para a inserção no mercado de trabalho, mas que ajudam na superação dos desafios e dos preconceitos que existem na sociedade. São conteúdos que abordam questões comportamentais e éticos”, ressalta.

A agente analista em execução penal da Seciju, Renata Keli Marinho, lembra que o artigo 1° da Lei n° 7.210/84 dispõe que a execução penal tem por objetivos efetivar as disposições da decisão criminal e proporcionar condições para a harmônica integração social da pessoa privada de liberdade. “Nesse sentido, a Gerência de Reintegração Social da Saspp [Superintendência de Administração dos Sistemas Penitenciário e Prisional], subordinada à Seciju, tem trabalhado em parceria com o Depen, Sistema de Justiça e Seduc para que os custodiados tenham acesso à qualificação profissional”, pontua.

Renata Keli destaca ainda a importância da pactuação entre a Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes e a Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça, além da relevância da execução dos cursos no sistema carcerário do Tocantins. “Essa parceria promove a garantia do direito à educação. Assim, educação é vista como o instrumento mais efetivo na promoção da cidadania, pois, ao promover conhecimento para as pessoas que tiveram um comportamento antissocial, tornam maiores as chances para o ingresso no mercado de trabalho e na sociedade", afirma.

 

Edição: Caroline Spricigo

Revisão Textual: Marynne Juliate

 

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