Meio Ambiente divulga dados do Monitor de Secas de janeiro de 2021

23/02/2021 - Robson Corrêa/Governo do Tocantins

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) divulgou nessa segunda-feira, 22, dados do Monitor de Secas referente a janeiro de 2021. A equipe técnica da Semarh, da Coordenadoria Estadual de Proteção e da Defesa Civil analisou 40 formulários enviados a diferentes municípios do Tocantins, com a finalidade de avaliar a condição de seca perante à ótica dos gestores municipais. O Monitor de Secas é um processo de acompanhamento regular e periódico da situação da seca em vários estados brasileiros, cujos resultados consolidados são divulgados por meio do Mapa do Monitor de Secas, que pode ser acessado pelo link: http://monitordesecas.ana.gov.br/. Mensalmente, as informações sobre a situação de secas do mês anterior são disponibilizadas no site.

Os dados coletados pela rede de observadores indicou que a condição de seca melhorou nas regiões do Bico do Papagaio, noroeste, norte, central, jalapão e oeste, em contrapartida, os municípios das regiões sudeste e sul indicaram quadro de piora na condição de seca. Com base nos outros formulários enviados nos meses de novembro e dezembro, foi necessária uma investigação sobre a dimensão do possível quadro de seca nas regiões sul e sudeste.

Foi avaliado que, para o mês de janeiro, os eventos de seca no Tocantins tiveram avanço no quadro de piora (seca grave - S2) na região central e no sudeste do Estado, em razão dos desvios negativos de precipitação e da piora nos indicadores de seca. No restante do Estado, os impactos permanecem de curto prazo (C) no sudeste, de curto e longo prazo (CL) nas demais áreas, conforme mostra o mapa.

Para o traçado do mapa do Monitor de Secas de janeiro de 2021, foram utilizadas as considerações feitas na videoconferência, realizada no último dia 9 de fevereiro, por representantes da Agência Nacional de Águas (ANA) e das instituições autoras: Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema-BA), Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac-PE), Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme-CE), Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam-MG) e Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper-ES). Na etapa de validação do mapa, diversas instituições estaduais parceiras contribuíram com dados complementares de suas redes de monitoramento e/ou informações de campo repassadas pelos observadores de impactos locais. Os trabalhos foram coordenados pela equipe da ANA e Saneamento Básico, instituições centrais do programa Monitor de Secas.

 

Edição: Thâmara Cruvinel

Revisão Textual: Marynne Juliate

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