Projetos desenvolvidos em Unidade Prisional Feminina contribuem para reinserção social de reeducandas

20/03/2019 - Willian Borges/Governo do Tocantins

A Unidade Prisional Feminina de Talismã (UPF/Talismã) é uma das mais novas do Estado, com apenas um ano e nove meses de funcionamento. A direção do estabelecimento, para facilitar a reinserção dos reeducandos na comunidade, trabalha os projetos de ressocialização, pensando também em estreitar os laços da Unidade com os moradores da cidade. Dois exemplos são os projetos Plantando Liberdade, com um canteiro de legumes, verduras e grãos; e Ponto de Luz, que estimula as reeducandas a confeccionar artesanatos.

“Quando a unidade penal foi construída, os moradores da cidade ficaram meio receosos, mas começamos a criar mecanismos de interação para que a comunidade conheça melhor o que fazemos. Deu muito certo, atualmente a comunidade, a prefeitura, e o judiciário são grandes parceiros na recuperação social dos apenados, pois entendem que o trabalho que fazemos não é somente punitivo, mas também de formação e educação”, conta a diretora da UPF/Talismã, Christianne Fraga Oliveira.

O projeto Plantando Liberdade conta com a participação de 14 reeducandas que plantam frutas, verduras e legumes em uma área de 800 m², pertencente à Unidade. As hortaliças cultivadas no local servem para a própria alimentação das detentas, como também para venda à comunidade. Parte do dinheiro arrecadado, com a venda dos produtos dos dois projetos, é revertido para a manutenção dos projetos; já a outra parte é guardada na caixinha das reeducandas, na intenção de que elas comprem coisas para si durante o cárcere ou mesmo para guardar, pensando em quando terminarem a pena.

Com o projeto Pontos de Luz, as reeducandas são estimuladas a produzirem artesanatos como tapetes, bolsas, porta papel higiênico, croppeds, sandálias bordadas e xuxas para cabelo. O material produzido é colocado em exposição na própria unidade e vendido a visitantes e servidores da Defensoria, do Ministério público, do Judiciário e ainda do Sistema Penitenciário e Prisional.

A reeducanda N.N.S., que trabalha no cultivo de hortaliças, fez muitos elogios à direção da Unidade Penal pela estruturação do projeto. “A direção da unidade está de parabéns por viabilizar esse projeto. Com o dinheiro que ganho aqui, já abri uma poupança e também ajudo minha filha que está desempregada. Então, esse trabalho que fazemos nos torna úteis para a sociedade e também para nossas famílias”, destaca.