Representantes da Adetuc participam de festividades do povo Krahô

23/04/2019 - Seleucia Fontes/Governo do Tocantins

Uma das comemorações tradicionais do povo Krahô, realizada entre os dias 17 e 19 de abril, na Aldeia Manoel Alves, a cerca de 300 km de Palmas, foi prestigiada por representantes do Governo do Estado, por meio da Agência do Desenvolvimento do Turismo, Cultura e Economia Criativa (Adetuc). 

A Festa da Lontra e do Peixe é a encenação de uma das mitologias do povo Krahô, relatando a relação humana com os animais e a natureza. Ao longo da comemoração, há cantos, danças e comidas típicas, como o paparuto, feito à base de mandioca e carne.

Etnoturismo

A festa contou com a participação do superintendente de Desenvolvimento da Cultura da Adetuc, Sebastião Vieira de Melo; de representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai) e da empresa Tekoá, que está em processo de desenvolvimento do projeto Vivência Tribal das Aldeias Krahô, que visa organizar vivências com o objetivo de um maior contato com as culturas tradicionais.

Vieira de Melo ainda participou de uma roda de conversa com a comunidade indígena e a Funai sobre etnoturismo. “Fomos muito bem recebidos, ouvimos a comunidade em uma roda de conversa, ouvimos também a Funai e o relato da empresa e sua experiência com o povo Krahô”, disse o superintendente, reiterando que a equipe da Adetuc encontrou um povo receptivo, caloroso e que receberá todo o apoio do Governo do Estado. “Eles querem receber os turistas, falta acertar alguns detalhes e para isso haverá novos encontros entre as lideranças indígenas, a Funai e a empresa. Nós estaremos presentes sempre que formos convidados”, completa.

Povo Krahô

Pouco mais de 2 mil indígenas da etinia Krahô vivem no nordeste do Tocantins, na Terra Indígena Kraolândia, situada nos municípios de Goiatins e Itacajá. Fica entre os rios Manoel Alves Grande e Manoel Alves Pequeno, afluentes da margem direita do Tocantins. O Cerrado predomina, cortado por estreitas florestas que acompanham os cursos d’água.

Os Krahô chamam a si próprios de Mehim, um termo que no passado era provavelmente também aplicado aos membros dos demais povos falantes de sua língua e que viviam conforme a mesma cultura, os Timbira. Sua língua é o Timbira Oriental, idioma da família linguística Macro-Je.

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